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LGPD e Saúde Digital: o novo campo de batalha contra vazamentos de dados sensíveis

  • Foto do escritor: Marketing Fora de Série
    Marketing Fora de Série
  • 13 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura
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A transformação digital acelerou processos e melhorou o acesso à saúde, mas trouxe também um alerta vermelho: como proteger os prontuários médicos de cibercriminosos?Com o aumento do volume de informações sensíveis e o avanço das fraudes cibernéticas, o setor da saúde se tornou um dos principais alvos de ataques digitais no Brasil. A adequação à LGPD deixou de ser uma escolha para se tornar uma questão de sobrevivência.


O desafio de equilibrar orçamento, segurança e conformidade

Hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras lidam todos os dias com dados de extrema sensibilidade, como diagnósticos, resultados de exames, histórico de tratamentos, registros de medicamentos e informações pessoais que, se vazadas, podem causar danos irreparáveis à privacidade dos pacientes e à reputação das instituições.

Segundo o advogado Rafael Federici, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, o vazamento de dados pode comprometer não apenas a segurança e a privacidade das pessoas, mas também a própria existência das empresas do setor.

Um dos grandes desafios é o desequilíbrio entre orçamentos limitados e a necessidade de investir continuamente em tecnologia e compliance. Além dos custos diretos com segurança, há também a complexidade da terceirização de serviços e do compartilhamento de dados entre parceiros, fornecedores e profissionais de saúde, o que exige padrões rígidos de governança e treinamento constante de equipes internas e externas.


Digitalização: a porta aberta para ataques cibernéticos

Com a digitalização completa dos serviços médicos e hospitalares, a superfície de exposição aumentou exponencialmente. De acordo com Rafael Federici, quanto mais dados sensíveis são digitalizados, maior a atratividade para criminosos virtuais. Esses dados, que envolvem informações sobre etnia, tipo sanguíneo, histórico de enfermidades, contatos e hábitos, possuem alto valor no mercado ilegal e alimentam golpes cada vez mais sofisticados.

A combinação entre sistemas legados, softwares desatualizados e falta de integração entre plataformas cria um ambiente fértil para invasões. A cada novo ataque, cresce a urgência por infraestrutura robusta, criptografia, controles de acesso, auditorias de segurança e políticas de backup seguras.


Governança e cultura de proteção de dados

A tecnologia, sozinha, não é suficiente. Federici reforça que a governança corporativa e a cultura organizacional são determinantes para reduzir riscos.O conceito de privacy by design, que significa pensar na privacidade desde o desenvolvimento de produtos e sistemas, e o privacy by default, que estabelece práticas internas e externas rígidas por padrão, são hoje pilares estratégicos para qualquer operação de saúde.

Treinar equipes, revisar políticas de segurança e criar programas de conscientização digital contínuos são ações que reforçam a credibilidade e demonstram comprometimento com a LGPD, especialmente diante de pacientes mais atentos e exigentes.


A LGPD como aliada do setor de saúde

Mais do que impor regras, a Lei Geral de Proteção de Dados trouxe ao setor um marco de maturidade e responsabilidade digital.Ela estabelece critérios claros para coleta, armazenamento e compartilhamento de informações, exige base legal para o tratamento de dados e impõe notificação obrigatória em caso de incidentes.

Segundo Federici, a LGPD torna obrigatória a segurança da informação e eleva o nível de responsabilidade das instituições, além de incentivar boas práticas e promover a confiança entre empresas e pacientes.


Educação digital: o elo mais fraco ainda é humano

Mesmo com avanços tecnológicos e legais, a falta de conscientização ainda é o maior gargalo.Grande parte da população desconhece os riscos de compartilhar informações pessoais em sites e aplicativos de saúde. Campanhas educativas, linguagem acessível nas políticas de privacidade e alertas claros nos canais de atendimento são passos essenciais para fortalecer a proteção.

Federici defende que o tema seja tratado também em escolas, universidades e formações médicas, pois a segurança de dados deve ser vista como um valor coletivo, não apenas uma obrigação legal.


Um futuro digital e mais seguro

O futuro da saúde digital é promissor. Tecnologias como inteligência artificial, interoperabilidade e análise de dados trazem ganhos em eficiência, diagnóstico e personalização do tratamento.Mas, como alerta Rafael Federici, as oportunidades só serão plenamente aproveitadas se as instituições conseguirem mitigar os riscos de segurança e privacidade, garantindo confiança no ecossistema digital.

Para as empresas do setor, o recado é claro: a proteção de dados não é custo, é vantagem competitiva.Em um cenário de alta exposição e crescente fiscalização, a conformidade com a LGPD é o que diferencia quem inova com segurança de quem expõe sua reputação ao risco.

A Omnisblue é especialista em segurança da informação, privacidade de dados e compliance digital, oferecendo soluções completas para adequação à LGPD, gestão de riscos e cultura de governança em empresas de todos os portes.Nosso compromisso é proteger pessoas, dados e marcas com tecnologia, estratégia e responsabilidade.


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